Cultura da Uva

 

Engº Agrº Evandro Nei Oliver – Depto. Técnico - Coopercitrus

 

ORIGEM: Os primeiros cultivos que se tem registro de  uva ocorreram na região de Ararat (Armênia),Transcaucásia, Ásia Menor e Iran. Várias passagens bíblicas fazem referência ao cultivo da videira, sempre se associando à terra fértil em que era cultivada. 

Classificação: Família: Vitacea                    Gênero: Vitis

PRINCIPAIS PAÍSES PRODUTORES:

 

 

 

 

 

 

 


 

                 

 

 

 

PRODUÇÃO MUNDIAL DE UVA DE MESA: 91.000.000 T

 

 

Implantação da parreira:

 

Exigências Climáticas: Ao contrário do que se imagina, a uva não é uma cultura temperada, que somente se adapta ao clima frio. Na verdade é uma cultura que sofre muita influência do clima, porém se adapta a vários tipos. No Brasil, por exemplo, é cultivada desde o extremo sul até a região nordeste variando logicamente as técnicas produtivas aplicadas em cada localidade.

 

Solo: A uva é altamente exigente em fertilidade do solo, e onde esta é baixa, deve ser  “ construída” ao longo do tempo, porém devemos destacar o alto custo desta operação.

 

Cultivares de uva de mesa: Existem vários cultivares que podem ser escolhidos na implantação  de uma parreira. Devemos, no entanto, levar em consideração alguns fatores e levantarmos alguns questionamentos:

 

-         Uvas rústicas ou uvas finas ? Com ou sem sementes ?

-         Disponibilidade e qualidade da mão de obra

-         Nível pessoal de conhecimento técnico da cultura

-         Época de poda e de colheita para a região.

-         Levantamento de potencial de mercado para a região

-         Forma de comercialização - direta ou através de intermediários

 

Entre os cultivares mais plantados comercialmente temos:

UVAS FINAS               UVAS RÚSTICAS        UVAS SEM SEMENTES

 

Porta enxertos -  os mais utilizados são:

 

IAC 313 (TROPICAL)            mais vigoroso

 

 

 

Porta Enxertos - os mais utilizados

 

IAC 572 (JALES)                    vigor médio

IAC 766                                  menos vigoroso

420 A                                      pouco vigoroso/dormência

TRAVIU                                 vigor médio/dormência

 

Os porta-enxertos podem ser facilmente preparados na propriedade estando a maior dificuldade na obtenção das estacas, caso não seja uma região produtora de uva.  O preparo consiste em:

-         limpeza das estacas – estacas com 15 cm e  1 a 2 gemas acima da terra

-         tratamento: imersão em melaço 5% por 10 horas

-         Substrato: solo de barranco + fósforo + potássio

                          1 m3               5 kg         1,0 kg

- Plantio definitivo: 90 a 120 dias após o plantio no saquinho

 

 

Preparo do terreno: Sempre é necessário planejamento antecipado, e levando-se isto em conta, devemos realizar as seguintes operações:

Adubação verde: 1 a 2 anos antes do plantio ( mucuna  ou lab-lab)

Calagem: de acordo com análise de solo, considerando-se os teores ideais de:

                   V %            80%

                   MO             > 2,5%

                   Ca               2,00 a 4,00 mmol c /  dm3

                   Mg              0,5 a 0,8 mmol c /  dm3

 

Fosfatagem: de acordo com análise de solo, considerando-se o teor de P ideal de:

                   P =             41 a 90 mg / dm3

Espaçamento e tipos de formação:

              Uvas Finas                    Uvas rústicas

                           

 

 

 

Estes espaçamentos são recomendados para condução tipo espinha de peixe. Existe uma tendência de redução de espaçamento das uvas finas e condução tipo taça ou guarda-chuva como é realizado no Chile, estes espaçamentos seriam: 3,0 x 1,5m – 3,0 x 2,0m – 2,5 x 1,5m – 2,5 x 2,0 m.

Este novo sistema de condução visa melhorar a qualidade e aumentar a produtividade concentrando-se a produção mais próxima do tronco.

 

Montagem da parreira: Deve-se adquirir estacas de 3,5 m de altura e 20 a 25 cm de diâmetro, visando a colocação de sombrite. O espaçamento entre estas estacas pode ser de 6 x 6 até 9 x 6 m, dependendo do espaçamento utilizado para a videira. Normalmente não é  necessário a utilização de escoras, devendo-se optar por utilizar suspensórios Tipo “M”. As estacas mais grossas devem ser utilizadas nas laterais da parreira. Nos quatro cantos devem ser colocados mourões bastante resistentes, também de 3,5 m de altura e com diâmetro superior a 50 cm. Os estirantes das estacas laterais devem ser de arame 06 e enterrados em dormentes resistentes (aroeira) a dois metros das estacas. Para se fazer a latada deve-se utilizar arames existente no mercado com esta finalidade, por exemplo, frutifio , culturas aéreas, etc.

 

Preparo e conservação de borbulhas: Definido o cultivar a se implantar, deve-se buscar produtores que possuam plantio do mesmo e adquirir as borbulhas. Normalmente a época que as borbulhas estão disponíveis não coincide com a época de enxertia, então devemos acondicioná-las em sacos de algodão, mantendo-as sempre úmidas. Podemos também enterrá-las   tomando cuidado para não ocorrer ataque de cupins que destroem as gemas. Normalmente quando bem armazenadas as borbulhas se conservam viáveis por um período de 60 a 90 dias.

 

Enxertia: A enxertia da uva é do tipo garfagem simples e para maior sucesso de pegamento deve ser realizada por pessoa experiente. A  melhor época para efetuar esta operação é de junho a agosto, podendo-se estender de maio a setembro, em casos excepcionais. A região do enxerto deve ser protegida por um copo feito com jornal, que deve ser retirado quando os brotos atingirem 2 a 3 cm. Normalmente a borbulha leva de 20 a 60 dias para brotar. Não se deve esquecer de “desafogar” a região do enxerto, ou seja, retirar o barbante e o plástico colocados na enxertia, conforme a borbulha vai soldando com o porta-enxerto e crescendo em diâmetro, caso contrário, toda formação estará comprometida pela morte dos enxertos.

 

Adubação de produção: É feita baseada na análise de solo e na expectativa de produção, sendo que estes fatores definem a quantidade de adubo utilizada.

Em termos práticos temos:

30-50 dias antes poda, em covas ou sulco:

-         fósforo, matéria orgânica, calcário, FTE.

 

Adubação de cobertura:

-         20-05-20 até 70/80 dias

-         14-07-28 até 10 dias da colheita

 

Poda de produção: Após a planta estar formada (se for a 1ª poda) ou após 120-150 dias da poda de formação, realiza-se a poda de produção. Esta poda pode ser longa, média ou curta, dependendo do tipo de uva. Para se obter uma boa qualidade de produção, deve-se podar 2 a 3 galhos/m2 (vindos da poda de formação). Em cada galho deve-se deixar no máximo 2 brotos e em cada broto no máximo 2 cachos, então teríamos no máximo 12 cachos/m2. Na prática, se obtivermos uma média de 5 cachos com peso  de 700g por m2, teremos a excelente produção de 35.000 kg de uva de excelente qualidade / ha

 

 

Após poda de produção teremos as seguintes operações:

-         Quebra de dormência: operação realizada após a poda, que consiste na pulverização das gemas com um produto à base de cianamida hidrogenada (Dormex), aplicado a 5%.

-         Irrigação: 2 a 3 vezes por semana, sendo que os picos de necessidade de água são: brotação, formação dos cachos e enchimento das bagas. Nas videiras tanto o excesso quanto a falta de água, são extremamente prejudiciais.

-         Adubação: realizadas antes e após poda de produção com intervalos de 7 a 10 dias.

-     Adubação foliar: Adubação complementar de extrema importância para a videira, já que esta não consegue absorver todo nutriente necessário do solo no momento que este é requerido. Como exemplo, podemos citar o boro e molibdênio na fase de pré-florescimento, cujo fornecimento via foliar é praticamente  obrigatório visando suprir as necessidades da planta em relação a estes micronutrientes neste estágio fenológico.

-         Controle fitossanitário: efetuados preventivamente  cerca de 2 vezes/semana, iniciando-se logo após a brotação.

-         Desbrota de ramos: retirar excesso de ramos brotados após poda de produção ou formação.

-         Desbaste de cachos: retirar excesso de cachos nos ramos de produção.

-         Desbaste de botões florais: utiliza-se um pente apropriado, retirando-se cerca de 70% dos botões florais. É realizado normalmente de 30 a 35 dias após a poda.

-         Desbate de ramos secundários e gavinhas: retirar os brotos e gavinhas que surgem nos ramos de produção.

-         Desbaste de cachos: técnica ainda pouco utilizada que visa melhorar a forma dos cachos,  a qualidade das bagas e a uniformização do tamanho dos cachos. Consiste em cortar 3 a 5 cm das pontas dos cachos após a floração.

-         Desbaste de frutos (tesoura): realizada para complementar a operação de pente ou quando esta não foi  executada com perfeição. É feita quando as bagas estão na fase de ervilha  a azeitona (60-70 dias).

-         Aplicação de ácido giberélico: técnica obrigatória em uvas sem sementes (centenial seedles) e neste caso utilizam 2 aplicações: 15 ppm logo após floração e 35 ppm na fase de azeitona. Em uvas com sementes normalmente utiliza-se 1 aplicação de giberelina quando as sementes estiverem formadas e duras (± 90 dias).

-         limpeza dos cachos: operação que consiste em retirar dos cachos, utilizando-se de uma tesoura apropriada, as bagas que racharem, apodrecerem ou forem danificadas por pássaros, insetos, etc.

-         colheita: quando os cachos estiverem maduros, por volta de 120 a 160 dias (dependendo do cultivar e das condições climáticas), realiza-se a colheita.

-         Embalagem: após a colheita, os cachos passam por uma nova limpeza e são acondicionados na embalagem na qual serão comercializados. Esta embalagem pode ser caixas abertas tipo K ou de plástico (apesar de desvalorizar o produto, são as mais utilizadas), caixas de madeira (2 a 8 kg), ou caixas de papelão (normalmente utilizadas para exportação).

-         Poda de formação: após realizada a colheita, deixamos a parreira em repouso por um período de 30 dias e então realizamos a poda de formação. É a fase mais importante da parreira, pois é onde se define a produção do próximo ano. Em locais com inverno acentuado e definido não se utiliza a poda de formação; neste caso, realizam a poda mista, ou seja,  conduzem conjuntamente ramos produtivos e vegetativos (de formação). A adubação quando necessária, consiste em aplicação de calcário e matéria orgânica. A poda de formação é curta, deixando de 1 a 2 gemas por galhos (esporões). É também na poda de formação que se define o número de galhos que irá se deixar por m2. Devemos conduzir um broto por esporão sendo para isso necessária a desbrota e a retirada das gavinhas. Deve-se ainda pendurar os ramos na altura da  10ª a 12ª gemas, esta operação visa acúmulo de carboidratos nestas gemas e aumento de insolação nas mesmas. È muito importante lembrar sempre que o fator de maior importância na diferenciação das gemas é o sol.  Vale também ressaltar que as uvas rústicas não possuem poda de formação, pois todas as suas gemas são produtivas, sendo  então realizada sempre podas curtas de  produção.

 

Doenças da Videiras:

 

-         ANTRACNOSE:  causa lesões deprimidas, negras, morte das brotações e depreciação das bagas.

-         MILDIO: Início dos sintomas com uma mancha de óleo, depois uma pulvurulência branca. Causa morte de ramos, destruição dos cachos, queda prematura de folhas, queda acentuada de produção e má  formação de ramos produtivos. Afeta tanto a produção do ano,  se atacar os cachos em formação, quanto a do ano seguinte caso ataque os brotos da poda de formação.

-         OIDIO: ocorre normalmente em períodos frios e secos atacando principalmente bagas em crescimento. Forma inicialmente uma cobertura branca que vai escurecendo até se tornar pontuações negras que causam rachamento das bagas,  chegando até a expor as sementes. As folhas ficam recobertas por uma pulvurulência branca fina, que é a frutificação do fungo.

-         MANCHA DAS FOLHAS: ocorre com menos freqüência e seus sintomas são manchas necróticas, quase angulares, de coloração pardo-escura que causam desfolha na parreira. Se ocorrer na produção prejudica a maturação das bagas e caso ocorra na formação prejudica severamente a maturação dos ramos e das gemas influindo negativamente na produção do ano seguinte.

-         MOFO CINZENTO: causa podridões e rachaduras nas bagas quando estas estão amolecendo. As bagas ficam com coloração parda, racham e crescem nas rachaduras, frutificações dos fungos de coloração cinza escuro. Também é atribuído a este fungo (Botrytis cinerea), a queda de botões florais que ocorre após o desbaste quando este é realizado em condições de alta umidade relativa.

-         PODRIDÃO AMARGA: ocorre em nossa região, atacando cachos de niágara, causando coloração parda nas bagas e desprendimento das mesmas do cacho, provocando perda de praticamente toda a produção.

-         BOTRIODIPLODIOSE: causa morte de ramos e os sintomas são a seca dos ramos e a presença de uma podridão em forma de V nos ramos atacados.

 

CONTROLE:

 

De  modo geral, o controle das doenças fúngicas são realizados preventivamente, sendo o controle curativo muito mais difícil e quase sempre ineficiente.

O controle preventivo baseia-se em pulverizações e fungicidas a cada 3 a 4 dias. Os fungicidas mais utilizados são:

-         Mancozeb

-         Captan

-         Folpet

-         Tiofanato metílico

-         Cymoxanil

-         Iprodione

-         Pyrazophos

-         Enxofre

-         Oxicloreto de cobre.

 

Como medidas de controle curativo temos:

 

ANTRACNOSE:                     Tiofanato metílico

                                               Benomyl

                                               Carbendazin

                                               Difenoconazole             

 

MILDIO:                                 Cymoxanil

                                               Metalaxil + Mancozeb

                                               Misturas de produtos

 

OIDIO:                                    Pyrazophos

                                               Fenarimol

                                               Difenoconazole

 

MANCHA DAS FOLHAS:      Folpet

                                               Difenoconazole                                          

 

MOFO CINZENTO:                Iprodione

                                               Procimidone

 

Além dessas doenças fúngicas existem ainda doenças causadas por vírus e bactérias que atacam as parreiras.

Doenças bacterianas ainda não foram observadas em São Paulo, porém no nordeste estão sendo motivo de grande preocupação e causa de grandes perdas na produção.

As doenças causadas por vírus não tem controle químico, portanto devemos adotar medidas preventivas para evitar sua disseminação como:

-         utilizar materiais propagativos sadios

-         desinfetar material de poda (tesoura)

-         plantas suspeitas no parreiral devem ser podadas por último

 

PRAGAS DA VIDEIRA:

 

Em nossa região as pragas que ocorrem mais comumente são:

 

BESOURO PARDO: se alimentam de folhas e de brotações novas, causando diminuição da área  foliar e morte das gemas apicais.

COCHONILHAS: causam mela e fumagina nas bagas, morte de ramos e de plantas. Se instalam por toda a planta, desde as raízes até nos cachos.

ÁCAROS A videira sofre ataque de ácaros branco e rajado que causam encarquilhamento das folhas e coloração parda e aspecto coreáceo nas mesmas. Nos cachos, causam um murchamento acentuado das bagas, o que impede seu amadurecimento normal e os tornam impróprios para consumo. Um ataque severo de ácaros pode prejudicar a produção da parreira por 2 a 3 após ocorrido.

MOSCA DAS FRUTAS: mosca oviposita nas bagas e suas larvas deixam “caminhos” por baixo da casca, fazendo que estas bagas venham a apodrecer.. Ataca quando inicia amolecimento das bagas.

TRIPES: penetra nas bagas na época do florescimento e causam manchas brancas que virão a rachar na época do amolecimento das bagas.   Estas bagas devem ser retiradas nas limpezas de cacho.

 

CONTROLE:

 

O controle das pragas é realizado com o surgimento das mesmas e não preventivamente.

Infelizmente existem poucos inseticidas e acaricidas registrados para a cultura, entre eles  temos:

-         Triclorfon, fenitrothion, enxofre, fenthion, parathion methyl, etc.

 

DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS:  ocorrem nas parreiras com bastante freqüência e entre eles podemos citar:

 

-         Seca do engaço: provocado por deficiência fotossintética, resultado de sobreposição de folhas; pode também ser decorrência de excesso de carga, geralmente está associado a uma deficiência de magnésio ou um desequilíbrio entre magnésio e potássio ou entre cálcio e potássio.

-         Baga chocolate: ocorre devido desidratação brusca sofrida pelas células, causando oxidação do suco celular. Normalmente decorre  de uma variação muito grande de temperatura, sendo os efeitos acentuados quando existem raízes superficiais e/ou desequilíbrio nutricional. A irrigação intensa e adubação foliar com N.P.K. podem reduzir a ocorrência.

-         Rachamento de bagas: ocorre quando há um excesso de nitrogênio acompanhado de excesso de potássio. Ocorre também por excesso de água que pode ser proveniente da chuva ou da própria irrigação. Pulverizações foliares com cálcio e supressão da irrigação podem reduzir estes rachamentos.

 

TENDÊNCIAS DE MERCADO

 

O mercado de frutas, de uma forma geral está em crescimento, tanto interna quanto externamente. Este crescimento se explica por alguns fatores e preocupações das populações do mundo todo, entre eles:

 

-         maior expectativa de vida;

-         preocupação crescente com o colesterol;

-         tendências do “ Diet”;

-         Busca de melhor qualidade de vida;

 

Como exemplo, temos nos E.U.A., país com grande problema e preocupação com a obesidade, uma campanha denominada “ Five a Day”, onde é recomendado que todo cidadão  consuma pelo menos 5 tipos de frutas diferentes por dia.

Existe ainda uma tendência dos supermercados se tornarem o principal ponto de venda de frutas e uma exigência do consumidor em frutas de pequeno a médio porte, como por exemplo :  abacate – pequeno; mamão - papaia; manga - média e no caso da uva, cachos médios, bagas grandes e principalmente sem sementes.

Pensando em um mercado regional, apesar de nos dias atuais já haver produção de uva durante o ano todo, os melhores preços do produto ainda são obtidos nas frutas colhidas entre os meses de julho a novembro.

 

ANEXOS

DILUIÇÃO E APLICAÇÃO DE GIBERELINA

 

 

10 gramas Pro Gibb (1 grama ácido giberélico)  è 1 litro de ÁLCOOL ABSOLUTO

1 grama         è                1000 ml 

 

Para dosar em ppm, basta coletar diretamente a quantidade desejada da solução de giberelina diluída no álcool absoluto.

 

30 ppm è diluir 30 ml da solução em 1 litro de água

 

15 ppm è diluir 15 ml da solução em 1 litro de água

 

50 ppm è diluir 50 ml da solução em 1 litros  de água

                         Obs- no caso de se utilizar 50 ppm deve-se adicionar na água

                         3g de uréia / litro ou 4g de Yogen / litro

 

Época e freqüência de aplicação –

1        aplicação è          mais utilizada para uvas com sementes

deve-se aplicar 30 a 50 ppm em torno de 45 a 50 dias

após a  floração (80 a 90 dias após a poda), quando as sementes estiverem formadas e duras.

2  aplicações è mais utilizada para uvas sem sementes

1ª aplicação – 10 a 15 dias após o florescimento (fase de chumbinho)

                                   Dosagem è 15 ppm (visa aumentar tamanho do cacho)

2ª aplicação -               30 a 40 dias após 1ª aplicação (se for uva com semente estas devem estar totalmente formadas e duras)

Dosagem è 30 a 35 ppm (visa aumentar tamanho das bagas).  

Obs – pode-se realizar 3 aplicações, dividindo-se a dosagem da 2ª  aplicação e reduzindo o intervalo entre as aplicações para 20 dias.

 

 

NÍVEIS DE NUTRIENTES NAS FOLHAS IDEAIS PARA VIDEIRA

 

 

LOCALIZAÇÃO

FOLHA

 

PECÍOLO

 

LIMBO

NUTRIENTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

N  %

3,20

 

1,50

 

3,00

 

 

 

 

 

 

P  %

0,27

 

0,26

 

0,27

 

 

 

 

 

 

K  %

1,80

 

2,50

 

0,85

 

 

 

 

 

 

Ca  %

1,60

 

1,24

 

1,45

 

 

 

 

 

 

Mg  %

0,50

 

0,45

 

0,32

 

 

 

 

 

 

S  %

0,35

 

0,16

 

0,29

 

 

 

 

 

 

B ppm

50,00

 

40,00

 

40,00

 

 

 

 

 

 

Fe  ppm

100,00

 

100,00

 

 

 

 

 

 

 

 

Mn  ppm

70,00

 

50,00

 

70,00

 

 

 

 

 

 

Zn   ppm

32,00

 

35,00

 

25,00

 

 

 

 

 

 

Cu  ppm

20,00

 

15,00

 

15,00

 

 

 

NÍVEIS DE NUTRIENTES NO SOLO IDEAIS PARA VIDEIRA

 

 

CLASSIFICAÇÃO

MUITO BAIXO

BAIXO

MÉDIO

ALTO

MUITO ALTO

ELEMENTO

 

 

 

 

 

pH CaCl²

> 6,0

5,6 a 6,0

5,1 a 5,5

4,4 a 5,0

< 4,3

 

 

 

 

 

 

Mat. Org. ( % )

 

< 1,5

1,5 a 2,5

> 2,5

 

 

 

 

 

 

 

P ug/cm³

0 a 6

7 a 15

16 a 40

41 a 80

> 80

 

 

 

 

 

 

K meq / 100 cm³

0 a 0,07

0,08 a 0,15

0,16 a 0,30

0,31 a 0,60

> 0,60

 

 

 

 

 

 

Ca meq / 100 cm³

 

< 2,00

2,00 a 4,00

> 4,00

 

 

 

 

 

 

 

Mg meq / 100 cm³

 

0 a 0,4

0,5 a 0,8

> 0,8

 

 

 

 

 

 

 

S  ug / cm³

0  a  5

5,1 a 10

10,1 a 15

>15

 

 

 

 

 

 

 

B ppm

 

0,2

 

2

 

 

 

 

 

 

 

Fe  ppm

 

0,3

 

10

 

 

 

 

 

 

 

Mn  ppm

 

1

 

28

 

 

 

 

 

 

 

Zn   ppm

 

0,5

 

10

 

 

 

 

 

 

 

Cu  ppm

 

0,2

 

10

 

 

 

 

 

 

 

H+Al meq/100 cm³

 

< 2,5

2,5 a 5,0

> 5,0

 

 

 

 

 

 

 

S ( bases) meq / 100 cm³

< 2,5

2,5 - 5,5

> 5,5

 

 

 

 

 

 

 

CTC meq / 100 cm³

 

< 5,0

5,0 - 8,0

> 8,0

 

 

 

 

 

 

 

V %

0 a 25

26 a 50

51 a 70

71 a 90

> 90

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NÍVEIS DE NUTRIENTES NO SOLO IDEAIS PARA VIDEIRA

 

 

CLASSIFICAÇÃO

 

MÍNIMO

 

IDEAL

 

ELEMENTO

 

 

 

 

 

pH CaCl²

 

6,1

 

6,6

 

 

 

 

 

 

 

Mat. Org. ( % )

 

2,6

 

3,5

 

 

 

 

 

 

 

P ug/cm³

 

22

 

62

 

 

 

 

 

 

 

K meq / 100 cm³

 

0,48

 

0,56

 

 

 

 

 

 

 

Ca meq / 100 cm³

 

4,2

 

5,75

 

 

 

 

 

 

 

Mg meq / 100 cm³

 

1,9

 

2,8

 

 

 

 

 

 

 

CTC meq / 100 cm³

 

9,85

 

11,4

 

 

 

 

 

 

 

Ca / Mg

 

2,2

 

2,5

 

 

 

 

 

 

 

Ca / K

 

10,1

 

14,6

 

 

 

 

 

 

 

Mg / K

 

4,75

 

6,85

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tabela 1. Extração de elementos minerais de dois cultivares de Videira em kg.t-1.

 


  

 

 

Caixa de texto: Tabela 7. Adubação mineral para o porta enxerto

 

 

 


 

 


Caixa de texto: Tabela 9. Recomendação de adubação N – P2O5 – K2O para
                          pomares em formação.

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

 

Caixa de texto: Tabela 13. Produtividade do fruto esperada em função das doses   de nutrientes.

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

QUEBRA DE DORMÊNCIA – Dormex®

y  Dosagens

x     RS - 2 a 3 %

x     SP - 4 a 5 %

x     NE - 6 a 7 %

y  Niágara - região de Jales

x     frio (18ºC) - Dormex 2%

x     temp. (>22ºC) - Dormex 3%

x     temp. (>24ºC) - Dormex 4%

x     temp. (>26ºC) - Dormex 5%

se estiver muito frio repetir após 3 dias

 

Dosagens

x     RS - 2 a 3 %

x     SP - 4 a 5 %

x     NE - 6 a 7 %

y  aplicar no mesmo dia da poda (máximo 3 dias)

y  aplicar todas as gemas maduras exceto 3 a 4 da base

não aplicar em ramos e gemas verdes

y  não aplicar em dias nublados

y  não aplicar com temperaturas abaixo de 18ºC

y  utilizar sempre espalhante adesivo

y  não utilizar óleo mineral - fitotoxicidade

y  não torcer galhos - danos gerais e abertura para entrada de patógenos

y  volume de calda 1000 a 1200 litros / ha 

utilizar bico cônico cheio

y  pode misturar com Benomyl e Thiofanato metílico (utilizar no mesmo dia)

y  não utilizar cobre uma semana antes e depois

y  não utilizar calda bordalesa 20 dias antes

y  forma cianamida cúprica - dificulta e segura a brotação causando sérios problemas

y  calda sulfocálcica - utilizar após 3 dias (antes pode causar queima de gemas)

Período sem chuvas - segurança - 6 horas

y  Aplicadores

x     utilizar EPI completo

permanecer por 72 horas sem ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica - sério risco de intoxicação pelo produto