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IRRIGAÇÃO- COMPLEMENTAÇÃO


Detalhando um pouco melhor, em virtude das duvidas de alguns produtores, para a implantação de um projeto, o que normalmente ocorre, é que a procura pela implantação de um sistema de irrigação, se inicia no período das secas ou quando se vêem plantas iniciando o florescimento ou frutos murchando, ou seja, sem nenhuma programação.
Não existe uma época definida para se implantar um projeto de irrigação, seria adequado que estivesse pronto no período de stress, florescimento ou frutificação.
O levantamento planialtimetrico deverá ser feito por profissionais capacitados, com cotas de 1 em 1 m. O levantamento mal feito acarretará em falhas no projeto, como falta ou excesso de potencia do conjunto motobomba. Deve informar o ponto de captação (rios, poços, represas, caixas de água, etc) e a respectiva vazão disponível, se possível; construções, valetas profundas, barrancos (locais da passagem das tubulações) e, a rede elétrica, com a localização e a potencia do transformador, que ira definir ou limitar a área a ser irrigada.
O volume de água disponível também será outro item que ira definir a lamina e a area total a ser irrigada.
Com destaque a analise da água, quando se trata de irrigação localizada, recomenda-se que seja feito uma analise completa da água (química e física), em laboratórios especializados, para que tenhamos parâmetros confiáveis para a seleção do sistema de filtragem a ser adotado (separadores de solidos, discos, tela, areia, mistos, etc.) e o manejo posterior do sistema (necessidade de cloração, acidificação, fertirrigação, limpeza, etc).
A medição da vazão disponível varia em função da fonte de água existente (poços, rios, lagos, etc) e da vazão, podendo ser com um balde, tambor, vertedouro, velocidade no fluxo da água, dentre outros.
Deve-se ainda, destacar as cultivares por idade (maior ou menor exigência em água em função do sistema radicular, tamanho de copa, produtividade, etc), porta-enxertos (mais ou menos exigentes, tolerância a seca, etc), espaçamentos da cultura (define espaçamento entre emissores, tipo de emissores, linha simples ou dupla, etc), para que sejam separados em setores multiplos para manejo da lamina de irrigação e fertirrigação em diferentes épocas do ano.
Os cálculos do projeto são similares à recomendação de adubação que são feitas baseadas nas análises das amostras do solo.
O projeto de irrigação consta de conjunto motobomba, linha principal e secundaria, conjunto de filtragem e linhas laterais.
O bombeamento poderá ser feito diretamente do poço (artesiano – bomba submersa), em represas (bomba centrifuga afogada ou não), na base de caixas dágua (centrifuga afogada), por gravidade (quando se tem uma fonte de agua no ponto mais alto da área), etc.
As linhas principais e secundarias, normalmente são de PVC enterrado (0,70 a 1,80 m), que normalmente apresentam melhor custo beneficio. Lembramos que os tubos de polietileno (preto) são economicamente viáveis ate 1,5 polegadas. Devem ser observadas as pressões de trabalho para cada tipo de tubo (respeitar recomendação do fabricante).
As linhas laterais são de polietileno linear de baixa densidade, que apresentam maior vida útil, quando de empresas idôneas. Os de alta densidade, normalmente são feitos de materiais reciclados e apresentam menor vida útil.
A escolha do emissor, nos sistemas localizados, normalmente varia com a cultura a ser irrigada, tipo de solo, clima da região, manejo da irrigação, etc. Seria adequado que se fizesse um teste de bulbo para uma melhor seleção do emissor e sua respectiva vazão.
Com relação à opção de uma ou duas linhas nos sistemas localizados por gotejamento, também tem gerado muitas polemicas. Os aspectos a serem observados seriam a idade da cultura no momento da implantação (volume do sistema radicular), vazão emissor e o tipo de solo, basicamente.

 

EngºAgrº Silvio Sakkomura - Especialista em Irrigação - ssakomura@gmail.com

IRRIGAÇÃO PARTE 1



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