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ÁCAROS

 

Ácaro da Leprose

 

(Brevipalpus phoenicis)

 

Este ácaro tem sido encontrado em vários Estados e sua distribuição provavelmente deve ser mais extensa do que a já verificada, dado o grande numero de plantas hospedeiras que possui.

O acarinho hospeda-se em várias espécies vegetais, algumas delas de alto valor comercial. Infesta também algumas essências florestais e ervas daninhas como picão preto, corda de viola e melão de São Caetano.

De acordo com Chiavegato (1986), a fêmea geralmente deposita o ovo - de cor vermelha brilhante e forma irregular - em locais protegidos como fendas, folhas, ramos, frutos, escamas de  cochonilhas, nas próprias exúvias ou próximo a grânulos de poeira. A postura é isolada, mas parece haver uma tendência a efetuá-la em locais onde já existiam outros ovos dispostos. Daí ser comum encontrarem-se vários deles colocados lado a lado. Do ovo surge uma larva também de cor vermelha brilhante, com três pares de pernas e dois pares de olhos localizados lateralmente ao corpo. Depois de um período de atividade, a larva passa por uma fase de imobilidade para após este intervalo, transformar-se em uma protoninfa, com quatro pares de pernas, perdendo um pouco do brilho inicial. Após novo período quiescente, surge a deutoninfa - que é semelhante a protoninfa, porém de tamanho maior. Finalmente, depois de um outro período de imobilidade, surge o ácaro adulto, macho ou fêmea. O adulto é de cor avermelhada variável, em função do substrato em que se criou, a idade  e temperatura. O ácaro se reproduz de forma assexuada, por partenogênese telítoca ou de forma sexuada, através do concurso de machos.

Seu ciclo de desenvolvimento sofre uma influência marcante da temperatura. Estudos biológicos realizados em temperaturas entre 30 ºC e 20ºC demonstraram que os níveis mais elevados de temperatura favorecem este processo que compreende um período de postura, quando a fêmea deposita de 39,2 a 8,6 ovos; um período de incubação, de duração entre 5,3 e 16,4 dias; e completando o ciclo - desde o ovo até o ácaro adulto - de 14,4 a 43,5 dias.

O tipo de planta hospedeira e a parte vegetal onde o acarinho se desenvolve, influencia o seu ciclo. Ácaros criados sobre frutos de laranja tem seu ciclo reduzido e mostram-se mais prolíferos do que criados sobre folhas.

A transmissão da leprose é mais efetiva pelo acarinho, quando este encontra-se na fase larval (48,3%), provavelmente em função da maior freqüência de alimentação, em comparação à ninfa (8,7%) e ao adulto (7,6%), em um mesmo período de tempo. Como a larva tem uma duração efêmera, sua importância como transmissor se iguala ao adulto, que possui maior longevidade.

A partir da inoculação do agente viral, os sintomas da leprose surgem na planta, após 60 dias. A maioria dos sintomas se manifestam depois de um período de 21 a 30 dias de inoculação. Com o aumento da população do ácaro, amplia-se a probabilidade de contaminação e, conseqüentemente, a de acréscimo de frutos com lesões. Os frutos danificados tem seu peso reduzido em 5,7 g/fruto e caem precocemente, apresentando cinco ou mais manchas de leprose. Os danos acarretados aos ramos comprometem acentuadamente a produção das plantas, prejudicando-as ao longo de vários anos. Os ramos, uma vez danificados, tem seu fluxo de seiva dificultado. Os galhos lesionados são denominados "ladrões", pois permitem a circulação da seiva bruta pelo xilema e impedem o fluxo normal de seiva elaborada pelo floema, restringindo a contribuição para o desenvolvimento do sistema radicular e, por conseqüência, de toda a planta. O ácaro da leprose ocorre durante todo o ano, e sua população começa a aumentar a partir de março e abril, período em que as precipitações pluviométricas são mais escassas. Atinge níveis populacionais mais altos em setembro e outubro e decresce gradativamente com o surgimento das chuvas. O período de maior ocorrência do ácaro coincide com o inverno, que apresenta esporadicamente as mais baixas temperaturas. Embora os níveis mais baixos de temperatura não sejam favoráveis ao seu desenvolvimento, eles não tem interferido significativamente, a ponto de limitar a população de ácaros.

Trabalhos desenvolvidos de 1979 a 1983, nos municípios de Jaboticabal, Taiúva, Bebedouro e Guaraci (SP), em pomares da variedade Pêra, utilizando-se áreas isentas de tratamento com defensivos agrícolas, constatou-se que as mais altas infestações ocorreram nos anos de 1980 e 1981. A causa provável destas infestações seriam as temperaturas amenas e os longos períodos de estiagens.

Nos anos de 1982 e 1983, observados em idênticos períodos, foram encontrados níveis populacionais mais baixos. Esta baixa ocorrência é atribuída à maior incidência de chuvas.

Deve-se dedicar uma atenção especial aos frutos que apresentam sintomas de verrugose, localizados no interior da copa das plantas. O ácaro da leprose tem preferência por alojar-se nesses frutos, que devem ser inspecionados durante os levantamentos populacionais efetuados com o objetivo de definir o momento correto de aplicação de defensivos.

Para o controle da leprose nos laranjais, o combate ao vetor da doença se constitui em um fator importante. O bom resultado deste controle devera reduzir, de forma acentuada, a existência de um nível de sobreviventes, que pode causar danos nas safras futuras.

Também são indicados cuidados como: adotar medidas auxiliares que abrangem o cuidado na escolha de mudas sadias, poda ou erradicação das plantas doentes e eliminação das plantas hospedeiras através de capinas mecânicas ou químicas; evitar o plantio intercalado; procurar antecipar a colheita, evitando o período de maior incidência do ácaro; inspecionar periodicamente o pomar e culturas das imediações; desinfetar o material de colheita e reduzir o transito ao necessário; manter um controle sobre a verrugose e utilizar equipamentos de pulverização adequados e em boas condições.

Em virtude do ácaro da leprose se distribuir por toda a copa, tanto externa quanto internamente, para que haja um controle mais eficiente o volume de pulverização deve ser maior. Estas pulverizações devem ser efetuadas com pistolas, que proporcionam maior penetração da calda no interior da copa das plantas e possibilita o tratamento individualizado. Embora não seja o método mais econômico, em razão da quantidade de calda aplicada e sua pequena retenção na planta, e do tempo maior gasto durante a operação, é o processo que tem demonstrado ser mais adequado.

O controle do ácaro da leprose nos pomares com altos níveis de infestação, é recomendado uma aplicação com acaricida específico, de reconhecida eficiência, logo após a colheita, antes ou imediatamente após o florescimento. A escolha do acaricida devera recair sobre aqueles que se mostrem mais seletivos. Se necessário, no início da estação seca (março e abril), deverá ser empregado um produto de ação prolongada e, se possível, com ação ovicida, para proteger as plantas durante o período de frutificação até a colheita.

Leprose: manejo por medidas ambientais

(Santin Gravena-Pesquisador e Consultor na Gravena-ManEcol Ltda)

Para se acertar nas medidas ambientais que possam reduzir as populações do ácaro e o potencial do vírus da leprose que ele transmite, é preciso conhecer seus hábitos e sua biologia. Ele está em toda parte. Habita mais de 200 espécies de plantas. Suas populações são altas em espécies vegetais que não foram citadas ainda na literatura como macadâmia, manga e guandu gigante. Em citrus, o Brevipalpus phoenicis pode ocorrer em todas asa espécies e variedades, e foi recentemente constatados por nos em Poncan, em Venda Nova do Imigrante, ES; em Grapefruit, em Araraquara, SP; e em Mexerica Rio, em Bauru, SP. Na primeira e na última foram encontradas altas infestações de vírus pela primeira vez.

Por ser minúsculo e achatado, seu deslocamento por vento é dificultado, mas em roupas e caixarias pode ser transportado de uma planta para outra. Na troca de pele, fica imóvel e, para não ser deslocado fisicamente, fixa seus estiletes bucais na planta até que surja a nova fase após deixar a pele velha. Outra forma de ir para os pomares é por intermédio de mudas produzidas com descuidos fitossanitários. É um organismo que se esconde em brechas e reentrâncias dos galhos ou em frutas com verrugose no interior da copa cítrica durante o outono e o inverno, quando pode viver até 50 dias no período que vai do ovo ao adulto mais 50 dias na forma adulta. Nestes locais, as fêmeas, que são a maioria na população, colocam os ovos e a reprodução se dá. Elas precisam de apoio para fixar os ovos, o qual encontram nas fendas, na verrugose e na poeira depositada nas superfícies lisas. A fruta é o local preferido e é nelas que as populações crescem junto com a fruta que se desenvolve, permanecendo por muito tempo na árvore. Atravessam com isso justamente os períodos de outono e inverno até que as colheitas da maior parte das variedades é feita, a partir de julho até dezembro.

Na primavera e no início do verão, por necessitar alimentar-se em tecidos jovens, o ácaro migra para os ramos e sa frutas verdes da safra futura. Coincidentemente, a safra anterior ainda esta no pé convivendo com frutinhas verdes. Das velhas eles passam para asa novas. É aí que se dá a infecção - isso se houver ácaros contaminados. Uma fonte de vírus na planta, de maio ou junho do ano anterior, é a responsável pela infecção na safra posterior. Nessa fonte, ácaros se contaminaram e sobreviveram por 3 meses até surgirem as frutas do tamanho de bola de ping-pong na primavera-verão, passando por ramos novos também. Migrando, ao picar frutas e ramos novos, deixam o vírus. Os sintomas aparecem em média 30 dias, com frutas com 3/4 do tamanho ou maduras fisiologicamente (não amarelas ainda).

Medidas ambientais que ajudam no manejo

Mudas isentas do ácaro e do vírus são o primeiro passo na formação de novos pomares, talhões ou replantas. Por incrível que pareça, já vimos focos grandes de plantas de 6 meses de idade com alta incidência do vírus. Para prevenir este problema, basta seguir um bom programa de pulverizações no viveiro, com alternância de princípios ativos para evitar resistência. A amostragem do ácaro deve ser feita em dois locais distintos da planta: 1- no interior da copa, em frutas com verrugose ou nos ramos internos; 2- nos ramos do ano, na periferia da copa, havendo ou não fruta verde na ponta.Isso nos permite verificar a migração do ácaro do interior da copa para a periferia. Se estiver na periferia, esta prestes a infectar as frutas e os ramos novos do ano. Ao mesmo tempo que se faz a inspeção de frutas e ramos, para verificar a presença do ácaro, faz-se também a marcação de existência de frutas e ramos recentes "picados". Isso vai permitir uma programação de "catação" de frutas infectadas e podas de ramos recentes com sintomas. A tarefa fica mais fácil se se aproveitar a equipe de inspeção do cancro cítrico, que marca todas as plantas com sintomas em folhas, ramos e frutas, para podar ramos e erradicar os frutos picados.

 


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