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Bicudo da soja

 

 

Bicudo-da-soja

 

(Sternechus subsignatus)

 

O bicudo, cascudo ou tamanduá-da-soja, como é popularmente chamado o coleóptero da família Curculionidade, S. subsignatus, é um inseto oligófago, cuja alimentação é restrita a apenas algumas espécies de leguminosas. Inicialmente, o inseto foi considerado praga de feijão e, mais tarde, praga esporádica ou secundária da soja. Nativo do Brasil, embora tenha ampla distribuição geográfica, ocorrendo em parte da Mata Atlântica e do Cerrado, vinha causando maiores problemas na região tradicional de cultivo da soja, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente em áreas de semeadura direta ou cultivo mínimo, onde ocorre monocultura e a temperatura é mais amena, principalmente à noite. Na Argentina, S. pinguis (Fabricius), um inseto fenotípicamente semelhante à S. subsignatus, foi observado em soja, podendo inclusive se tratar da mesma espécie.

No Brasil o inseto vem se expandindo e atingiu, na safra 1997/98, lavouras de soja, em Barreiras (BA). Nessa região, aparentemente, S. subsignatus se adaptou muito bem,  talvez pelas temperaturas mais baixas, que ocorrem à noite, tendo sido observado, na safra 1998/99, numa área de aproximadamente 16.000 ha, ainda antes da semeadura da soja, sobre a invasora feijão miúdo.

 

Aspectos biológicos e comportamentais

 

Os adultos são carunchos de aproximadamente 8 mm de comprimento, coloração preta, com faixas amarelas na parte dorsal do tórax, próxima à cabeça (pronoto) e nos élitros (asas duras), formadas por pequenas escamas. Essas listras podem assumir a coloração creme, em situações de excesso de umidade.

Habitualmente, os adultos são encontrados sob a folhagem da soja, ou sob restos da cultura anterior, durante o dia, movimentando-se para as partes mais altas das plantas somente durante à noite para o acasalamento. A fêmea, de um modo geral, vive mais tempo que o macho.

A infestação da lavoura pelo inseto é lenta; inicialmente o adulto se alimenta próximo ao local onde emerge do solo.

Para se alimentar, os machos raspam a epiderme e, às vezes, atingem o córtex desfiando-o, no sentido longitudinal, enquanto as fêmeas fazem um anelamento característico na haste principal da planta. Nesse local, são postos os ovos, de coloração amarela, que são protegidos por fibras do tecido cortado, por ocasião do anelamento. Após a eclosão dos ovos, formam-se galhas caulinares que aumentam de tamanho com o crescimento das larvas, podendo ultrapassar o diâmetro da haste ou dos ramos.

Devido ao canibalismo, dificilmente são encontradas mais do que uma larva por galha; enquanto isso ocorre, elas são separadas por barreiras feitas com restos de tecidos e dejetos do inseto.

As larvas tem o corpo cilíndrico, levemente curvado, sem patas e com coloração branco-amareladas. A cabeça tem coloração castanho-escura. A maioria dos ovos e larvas foi encontrada na parte mediana da haste principal, normalmente entre o quinto e o sexto entrenó da soja, sendo encontrados, com menor intensidade, nos ramos laterais e nos pecíolos da planta.

 

Danos

 

O potencial de danos S. subsignatus é grande, pois tanto o adulto como a larva danificam a soja. Para se alimentar, o adulto raspa o caule e desfia os tecidos, enquanto a larva alimenta-se da medula da haste principal. Se o ataque da praga ocorrer no início do estádio vegetativo, o dano é irreversível, ocorrendo a morte da planta e diminuição da população de plantas, o que pode acarretar perda total da área infestada.

Quando o ataque ocorrer mais tarde e a postura e o desenvolvimento da galha ocorrer na haste principal, a planta pode se quebrar pela ação do vento ou das chuvas; ainda nesse local, pode haver a interrupção ou a redução da circulação da seiva, resultando em decréscimo de produção.

 

Controle

 

O controle adequado de S. subsignatus só pode ser atingido com a utilização de um conjunto de técnicas, tais como rotação de cultura, planta armadilha para oviposição, controle mecânico e/ou químico na bordadura, época de semeadura e preparo de solo. A integração dessas medidas é fundamental para o controle mais duradouro e eficaz de S. subsignatus.

 

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